saojosecorreiafas @ 21:57

Qui, 11/09/08

As mulheres costumam dizer que o sentido do humor num homem é essencial. E posto isto, assim por alto, quantas vezes é que um homem tem que te fazer rir até ser merecedor de, digamos, participar no “milagre de São José”?

Eu acho que o milagre não acontece, exactamente, só pelo humor. O humor faz parte mas não é tudo. Também me rio muito. ( SJC ri-se)

Ris-te com quê?

Com gestos falhados ( risos) com trocas que não se encaixam , com.. não posso, não posso ! ( SJC grita para o gravador)acho piada quando as coisas correm mal.

Estás a falar das vezes em que o homem fica sem, como direi, sem tesão, é isso?

Não, às vezes há até tesão a mais. O que não há, é inteligência emocional suficiente para controlar isso. Entendes?

Acho que sim. É quando um homem é precoce mesmo quando toma a iniciativa. Contigo, ainda é assim?

Por acaso não. Sou eu que tomo normalmente a iniciativa o que pode não ser muito bom, por não aceitarem muito bem isto: ou porque não sabem como reagir ou porque existe ainda subsiste um preconceito. Somos todos ainda muito machistas. Tanto homens como mulheres.

Já levaste uma tampa?

Já levei várias e não gostei nada.( risos)

Já tiveste uma paixão platónica?


Sim, ainda hoje tenho. É uma coisa completamente impossível, é um outro universo e ele sabe que me sinto extremamente atraída por ele. Agora, gostar dele? Vamos cá ver, eu ainda nem sequer o toquei, nunca o beijei, nunca fiz amor com ele, portanto não sei se gosto dele. Acho que tenho é essa predisposição para...

E no entanto, podia fazer contigo o que quisesse?

Sim. Depois de fazer tudo o que eu quero. E a seguir, se eu ficar satisfeita, podemos fazer o que ele quer.

O que é que não toleras num homem?

Insegurança. Pouca força. Pouca Energia. E nada de pêlos rapados, poupem-me. Para isso, temos as mulheres.

Qual a coisa mais invulgar que te tenham escrito no vidro do carro embaciado?

A mim, nada. Até porque não tenho carro. Nem carta. Mas ando a tirar, pela quarta vez. E porquê? Porque não vou às aulas e depois perco as licenças.

Quer isso dizer que nunca usaste o teu carro para fins menos ortodoxos, se é que me faço entender?

Sim, eu percebi. Mas a esse nível, eu sempre preferi a rua. A rua durante muito tempo na adolescência era a minha casa ( risos). E foram várias casas, várias ruas, sobretudo junto ao rio Tejo, que na altura, vivendo eu em Almada, estava muito mais perto de mim do que agora.

E nunca foste apanhada?

Já. Por pessoas que iam a passar nas tais ruas.

E o que fazias?

Parava. Deixava que elas passassem e depois continuava. Que mais podia fazer? Mas isso são coisas da adolescência porque depois crescemos e esse glamour da natureza passa.

Com o “Glamour” da natureza, há alguma história que possas revelar?

Uma vez estava com o meu namorado da altura, dentro de uma carrinha, algures na outra margem. E de repente, no meio do caminho encontramos uma estrada de terra, daqueles sitios sem ninguém, sabes? E nós dissemos “ olha que bom, é mesmo aqui!”. Só que - ainda hoje estou para entender como foi possível - no meio de todo aquele entusiasmo, sem que contássemos começamos a ouvir uns barulhos. E quando demos por nós, estávamos rodeados por um rebanho de ovelhas ( risos) com o pastor ao lado, de olhar muito intrigado

Que pena não terem filmado. Nunca filmas nada disto? Nunca nenhum namorado te pediu para filmarem?

Não, eu é que já pedi para fotografar. Para filmarem não. A não ser que fosse eu, a não ser que a câmara estivesse comigo, a não ser que a cassete fosse minha. Talvez porque não confie a 100% em ninguém.

Gostas mais de erotismo ou pornografia?

Os dois. Aliás, ainda hoje eu não consigo distinguir erotismo de pornografia. Prefiro pensar que é perfeitamente possível misturá-los e não sei bem quando é que acaba e começa cada um deles. Quando tens só o erotismo apetece-me sempre mais um bocadinho. E ás vezes, quando tenho pornografia, apetece-me um bocadinho menos.

Achas que a pornografia vai longe de mais?

Acho que é mais uma questão de mau gosto. Convenhamos, que a pornografia não tem grande estética e é mais por isso. Não tem nada a ver com ir mais longe, nem por ser demasiado atrevido ou explicito, é que às vezes, é mesmo feio.

E tu vês?

Vejo.

E já te masturbaste a vê-los?
Sim, acho que é comum. E depois, não consigo ver mais ( risos). Uma vez fui ver um desses filmes com o meu namorado num daqueles cinemas perto da rua do Coliseu. E, mesmo percebendo que o filme era muito mau e nos rirmos muito, achamos por bem só sair no fim, para não intimidar os outros que estavam na sala. Conclusão: Quando as luzes acenderam, nós éramos os únicos no cinema. Porque – sabemos agora – ninguém vê estes filmes até ao final.

Mas isso depende dos filmes que vês. Já viste, por exemplo, a super-porca?

( risos) Não. Nunca vi. Eu vejo é muitos filmes gay.

Verdade? O que é que te excita?

Excita-me dois corpos masculinos a contorcerem-se um no outro. Isso excita-me.

E dois corpos femininos?

Sim, também me entusiasma, mas não tanto.

Entusiasma-te até que ponto? Ao ponto de já teres experimentado?

Sim.

E qual é a diferença entre ires para a cama com um mulher ou com um homem?

O corpo feminino é demasiado macio.

Com um orgasmo, também é assim? É exactamente igual?

Não, de todo. São coisas e prazeres completamente diferentes.

Quando o orgasmo está próximo, costumas gritar “Ai, meu Deus” ou recorres a outra divindade, como, sei lá, São José?

Não, depende muito. Umas vezes grito, outras não. Mas nunca grito “ Ai meu Deus”. Sou agnóstica.

 

Entrevista e fotografia tiradas de: http://esperobemquenao.blogspot.com/2008/08/so-jos-correia-na-maxmen-parte-1.html


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Anónimo @ 20:02

Seg, 15/09/08

 

amei esta entrevista LOL

A actriz que dispensa apresentações!
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